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Lixopolipse

Uma animação bem humorada feita por meus alunos da Escola Alexandre.

Gibangatoon

Eu sei, demorou pra burro. Mas finalmente mais uma tira.

O chato, é que essa tira é baseada em fatos verídicos.

Pegando a laço

Como alguns jornais andam fazendo suas assinaturas hoje em dia

Afinal o que representam os PVs (pontos de vida)?

A vitalidade? A energia heróica? O fôlego do personagem? A integridade física do corpo do personagem?

Em termo de jogo, seja qual for o sistema, não importa muito qual a representação, na pratica, é um valor que você precisa diminuir usando seus ataques, até chegar a zero, onde o resultado pode ser a inconsciência ou fim definitivo do personagem. Resumindo, é como a barra de energia nos jogos de luta de vídeo game.

Vendo por esse lado, não há motivo para se preocupar em como relacionar esses pontos com uma descrição visual, considere uma abstração da vida do personagem e pronto.

Porem, muitos mestre gostam de descrever o efeito visual de um conflito e frases como: “ beleza, cê arrancou 14 PVs do bicho, minha vez”, não são lá muito emocionantes.

Normalmente um mestre que gosta de narrar vai dizer que o golpe acertou uma parte vital do corpo ou narrar uma reação da criatura ou inimigo dando a entender que o golpe doeu muito. Algo como: “ O martelo acerta em cheio o peitoral de aço do guerreiro, ele leva a mão ao ponto de impacto e recua brevemente desnorteado”. Em termos de regras a descrição não causou nenhum efeito adicional, mas deixa claro que foi um dano e tanto.

Descritivamente não há muitos problema na abstração dos Pvs, mas, e quando existem regras relacionadas a eles, baseadas justamente em uma de suas possíveis descrições?

Em termo de regras, o acerto crítico é quando um jogado obtêm um valor especifico nos dados, que depende do sistema de jogo: 6 em um D6 no sistema 3D&T, 100 em 2 D10 no sistema Daemon; Vinte em um D20 para o sistema D&D, TormentaRPG, Mutantes&Malfeitores e qualquer outro sistema baseado na licença aberta D20.

O efeito é aumentar o dano (valor numérico dos dados) que iria subtrair dos Pvs do adversário. Podendo ser uma multiplicação do valor obtido ou outro tipo de bônus e efeito.

Considera-se que o jogador acerta um ponto de pressão ou vital.

Focando no sistema D20, onde uma de suas classes (algo como profissões ou especialidades dos personagens) possui uma habilidade intimamente ligada a esse conceito. A classe dos Ladinos (ou Rogue no original). Embora a interpretação mais comum para essa classe seja a de ladrões, ela não é limitada a isso, se for tentar fazer um personagem ao estilo Indiana Jones, essa seria a classe a se usar.

Essa classe possui uma habilidade exclusiva chamada Ataque furtivo, quando o oponente não pode ver o Ladino, esse pode realizar um ataque preciso em seus pontos vitais. Resumindo, eles sabem apunhalar pelas costas ou bater onde dói mais.

Isso pode não parecer muito heróico, mas depende do conceito de personagem, afinal nem todos os pontos vitais ou de pressão servem para matar alguém, muitos podem apenas imobilizar. Um exemplo de herói que costuma usar esse tipo de ataque seria o famoso Batman, afinal, é bem comum ele sair das sombras e acertar um bandido já bem desorientado pelo medo e derrubá-lo com um único golpe pelas costas deixando-o desacordado esperando pela policia.

Esse ataque da bônus de dano em dados, representando um aumento na precisão do golpe, o que gera uma habilidade baseada na descrição, “pontos de vida são uma medida da integridade do corpo físico do personagem”. Onde, caso a criatura seja imune a acertos decisivos, será também imune a essa habilidade.

Mas o que seria imunidade a crítico?

Um Semi-Deus dos Games, mas ainda possui um ponto crítico. Ai! isso deve ter doido.

Em temos de regra, o óbvio, a criatura não sofre os efeitos das regras de dano crítico. Mas por que?

Isso é apenas um recurso de regras, afinal, para que o jogo fique divertido é necessário haver desafios, mas as vezes o que seria um desafio se torna frustrante, afinal, quando uma dessas criaturas aparece, o ladino do grupo acaba ficando em séria desvantagem.

Uma ou outra vez, nem tanto, mas quando a campanha se passa em um lugar onde essas criaturas aparecem quase o tempo todo, personagens ladinos acabam se sentindo um peso morto.

Fácil de resolver, basta o mestre administrar bem a escolhas das criaturas e proporcionar momentos em que outras habilidades do ladino possam ser aproveitadas (normalmente as que não estão relacionadas a combate direto).

Para o guerreiro nem chega a atrapalhar muito já que cada golpe normal seu possui um grande dano ajudado por sua força muitas vezes maximizada, isso sem contar que o dano de seus golpes aumenta com o tipo de arma usada ou mesmo com o nível.

Pessoalmente, a imunidade a crítico me incomoda, não pelo fato de existir essa regra, mas por não existir uma contra regra. Conforme as classes sobem de nível, elas enfrentam inúmeras criaturas e ouvem varias histórias e relato, tornando-se mais experientes e vencendo antigas desvantagens. Então porque não seriam capazes de encontra pontos fracos em tipos de criaturas enfrentados a exaustão. Especialmente em níveis altos, acima do nível 10 ou 15 quando os aventureiros já realizaram feitos impossíveis e começam uma escalada que tende a elevá-los ao nível épico ou mesmo divino.

E se o jogador que interpreta o ladino, quiser se sentir mais útil em um combate? Ou mesmo em situações em que ele precisa atuar sozinho? Use um morto-vivo de ND5 contra um ladino de nível 8, ou mesmo 10, e ele estará em sérios apuros. Supondo que ele tenha alta destreza e esteja carregado de itens mágicos de proteção, se estive enfrentando uma múmia (LdM pg204) por exemplo, a chance de ser agarrado não é tão pequena e a demora para reduzir os PVs dela a zero aumentam a chance do jogador ser amaldiçoado. Mesmo estando com quase o dobro do nível da criatura.

Voltando a pergunta inicial sobre essa imunidade, a explicação mais comum é que certas criaturas possuem anatomia tão estranha que não possuem pontos vitais, ou mesmo não são vivas como construtos e (óbvio) Mortos-vivos. Mas também pode ser entendido que tais criaturas não teriam pontos fracos.

E agora me permitam uma interpretação física da coisa, não existe nada no mundo que não possua ponto fraco.

Minha interpretação sobre imunidade a acertos críticos, seria o fato dos personagens treinam para lutar contra humanóides, e por isso, não conhecem os pontos vitais ou pontos fracos das demais criaturas.

Por exemplo, um cubo gelatinoso, criatura amorfa que engole aventureiros e seus caros pertences ficam boiando em seu interior junto a um esqueleto digerido (um de meus monstros favoritos), imune a crítico! Certo? Por que?

Um cubo de 3m, com uma membrana elástica que mantém o liquido vital dentro, para derrotá-lo, basta bater no bicho até que boa parte de seus fluidos internos vazem (reduzindo seus PVs). Usando agora conhecimentos básicos de mecânica dos fluidos, basta abrir cortes, rasgos ou buracos nos pontos mais baixo possíveis da criatura, assim, a própria pressão interna faria os jorros de seus fluidos internos maiores e ele iria vazar mais rápido e mesmo regenerando aceleradamente, ainda perderia mais liquido que em ferimentos no topo ou no meio.

Isso não seria um golpe em um ponto critico? Um ótimo alvo para um ataque furtivo?

E o mito do morto-vivo sem ponto critico, quer dizer que uma machadada na base da coluna não partiria o dito cujo ao meio? Ou mesmo um corte preciso em seu pescoço, separando a cabeça… Bem esse ultimo talvez não funcione, já que ele ainda terá braços e pernas para atacar, mas se considerar PVs como integridade física, não há como dizer que não existe lugares que causam mais dano que outros.

E o caso do famoso golem, se ele é um tipo de robô mágico, possui algum tipo de funcionamento ou mecanismo, afinal, qualquer coisa que seja capaz de se mover depende de uma fonte de energia e um mecanismo, sejam engrenagens, músculos, contrações de membrana, repulsão eletromagnética, etc…

Imagine um guerreiro medieval enfrentando um fusca, o que seria bizarro, mas serve para ilustrar um mecanismo que conhecemos, o carro seria considerado um construto, e, seria imune a críticos e ataques furtivos. Mas, se o ladino do grupo souber que o carro só se move devido a um motor que fica atrás, ele pode tentar colocar sua espada curta com tudo por uma das frestas de sua tampa, onde pode atingir o carburador (ponto vital), cortar um cabo de vela (vital), ou até travar alguma coisa com a ponta da espada.

Bem, eu sei que imaginar um fusca desferindo golpes contra um guerreiro enquanto seu amigo ladino dá a volta para franqueá-lo e algo extremamente absurdo (hum! Quem sabe nos reinos de Nimb), mas a maioria das pessoas sabe como funciona um carro, o que ilustra que se o aventureiro souber como funciona um golem, ele pode muito bem tentar desativar seus componentes principais.

Então alguém resolve dizer: “― mas eles não sabem como um golem é feito”, ou descendo a lenha no meu exemplo: ― Nunca um ladino medieval saberia que o fusca tem motor e muito menos onde fica”. Isso tudo é verdade, mas, e se soubessem?

A existência de imunidade a critico não é invalida, todos treinam para lutar com criaturas de anatomias mais comuns e seus golpes buscam acertar essas áreas de maior chance de derrubar o inimigo, o que eventualmente resulta em um bom golpe.

Como criaturas como mortos-vivos, golens, limos, ou varias outras, não possuem um ponto vital tão óbvio, seu treinamento faz com que ataquem regiões onde não há possibilidade de acertarem seus pontos críticos nem acidentalmente, daí a imunidade.

Mas quando os heróis estão próximos do nível 10 ou superior, eles já enfrentaram tantas situações parecidas, que é estranho um aventureiro inteligente não perceber esse fato e começar a estudar outros tipos de anatomia ou mesmo o funcionamento de certos objetos e criaturas. Após aprender um pouco sobre a maioria dessas possibilidades, ele seria capaz de encontrar os pontos fracos de qualquer coisa.

Aparentemente não sou o único a pensar assim. Recentemente adquiri o livro Valkaria, da coleção Tormenta RPG e lá aparece uma classe de prestigio muito interessante que permite ao jogador se tornar um vigilante medieval e uma de suas habilidades é justamente ignorar a imunidade a ataques furtivos, caso você escolha um codinome ligado a armas ou artes marciais.

O que por sinal faz muito sentido, para se ter acesso a ela, você precisa estar no 10 nível da classe de prestigio, o que será lá pelo 14º de personagem ou maior. Nesse nível o personagem já possui uma experiencia de combate fora do comum, caminhando para a se tornar uma lenda. Nada mais justo que ser capaz de vencer antigos desafios e encontrar pontos fracos que para outros são invisíveis.

Vou mais alem, por que não existir um talento que permita a qualquer jogador com bom nível ser capaz de vencer essa imunidade. Afinal, em RPG tudo que possui pontos de vida e pode sofre dano, possui algum tipo de estrutura, real ou fantasiosa, e não existe estrutura que não possua ponto fraco, ele pode apenas não ser muito óbvio.

Bem depois desse longo post, vou pensar em um nome para esse possível talento ou e ver se já não existe, afinal, com tatos livros de D&D por ai, duvido que outros não tenham pensado no assunto também.

Até a próxima.

RPG: Role Play Game, ou jogo de interpretação de papéis.

D6: Dado comum com seis faces, existem dados com mais faces denominados da mesma forma como: d8, d10, d12, d20, sendo o número após o d as faces que o dado possui.

Daemom: Sistema brasileiro de regras para RPG

3D&T: Jogo brasileiro baseado em anime e manga.

Mutantes e Malfeitores: Jogo baseado em histórias de super-heróis de quadrinhos estilo comic. Utiliza o a licença aberta D20.

Tormenta RPG: Cenário brasileiro que utiliza a licença aberta D20.

D&D: Dungeon & Dragons, Sistema de regras estados unidense mundialmente conhecido.

D20: Outra denominação para o sistema D&D devido ao uso de um dado com vinte faces para a maioria das jogadas.

Licença aberta: Algo parecido com programas opensourse, mas aplicada a sistemas de regas para RPG que podem ser usados por qualquer autor em seus livros de cenário ou mesmo outros jogos baseados nas mesmas regras. D&D 3.0 foi o primeiro sistema a criar essa licença.

Esse é um assunto que eu, não sei por que, ainda não abordei aqui no blog. Mais ou menos a quatro anos atrás, me vi obrigado a estudar um pouco sobre Linux para prestar um concurso, já possuía uma certa curiosidade sobre o assunto, mas nunca havia tido coragem de tentar, de maneira que o concurso acabou sendo uma boa desculpa.

Um de meus companheiros de republica, o Rubens (vulgo Rubão), era e provavelmente ainda é, um grande amante desses sistema de maneira que parte da base teórica acabei adquirindo com ele, inclusive algo que motivou ainda mais, a possibilidade de fazer um Dual boot, ou seja, rodar Windows (Rwindows para os íntimos) e Linux ao mesmo tempo.

Outra coisa a meu favor, comecei a estudar Linux numa época onde a interface gráfica do sistema já estava muito bem desenvolvida, sendo que não precisei aprender tantos códigos para operar o sistema e para melhorar ainda mais a minha sorte, encontrei na banca de jornal por apenas R$20,00 a versão 7.10 do ubuntu. Dai para frente foi como ter sido apresentado a um novo mundo e me arrependo até hoje de não ter usado o sistema bem antes disso.

Talvez tenha errado na hora de escolher o ubuntu como sistema de estudos, não por ele ser ruim, exatamente o contrário, ele era bom demais, e eu praticamente não tinha que configurar nada, fazia tudo sozinho pela rede, fui tentar abrir um mp3 e ele me alertou que não possuía o driver, perguntou se eu gostaria de pesquisar na internet e em menos de um minuto o arquivo tocava. Para quem usa win7 hoje isso pode parecer comum, mas isso já acontecia a seis anos atrás nesse sistema, alias, vocês não tem noção do quanto do windows 7 foi chupado dos sistemas Linux atuais.

O motivo que digo ter errado na escolha, foi o fato de ter estudado poucos códigos e a estrutura de funcionamento, acabei vendo apenas teorias e como quase não tinha problema algum, não aplicava muito. Mesmo assim passei no concurso em 8 lugar em mais de 200 candidatos… Pena que só havia uma vaga. Mas foi gratificante.

O sistema ubuntu (já que Linux é o nome do Kernnel) que utilizo hoje já esta na sua versão 10.04 e ele possui uma grande quantidade de softwares gratuitos ou de código aberto que substituem praticamente todos os programas pagos usados no windows, fora a leveza com que o sistema roda, o suporte a multimídia que abrange uma infinidade de formatos, minha placa de vídeo que é melhor aproveitada e a velocidade de conexão é ótima.

Esse texto por exemplo, esta sendo escrito no Openoffice, a principio como estava acostumado com o Word tinha minhas duvidas sobre a qualidade desse editor, mas agora que acostumei, descobri que suas funções estão melhor organizadas e seus recursos são muito melhores. Infelizmente, como o windows praticamente monopoliza o mercado do usuário comum, você pode ter problemas com as fontes, já que a politica ubuntu manda junto com o sistema apenas recursos gratuitos e de código aberto, as fontes comumente utilizadas no word não estão disponíveis, o que pode ser um problema quando você é obrigado a enviar um texto para alguém e se exige uma fonte arial tamanho 10.

Então alguém torce o nariz e diz: “É! Sabia que era uma porcaria”. Acalme-se amigo conservador, para isso sempre existira o poder do código de linha de comando. Abra seu terminal no ubuntu e digite:

sudo apt-get install msttcorefonts

Logo após digitar sua senha de usuário root (senha de administrador), o sistema vai baixar as fontes pela internet e instalar. Problema resolvido, pode jogar aquele seu cd pirata do word fora e trabalhar na legalidade.

Como descobri isso? Internet. A quantidade de fóruns ou mesmo paginas de suporte oficiais é tão grande que raramente você não vai encontrar uma solução para seu problema.

O único motivo que eu ainda uso Windows é o Jogo. Por algum motivo estranho, as empresas de games não fazem mais versões Linux de seus jogos e a desculpa de incompatibilidade e outras lenga lengas não cola muito, quem já teve a possibilidade de joga Neverwinter Nights 1 versão Linux, deve ter sentido a grande melhora de desempenho no game. A desculpa do mercado menor até pode ser mais aceitável, porem, uma rápida busca na rede e você percebe que a quantidade de pessoas que usam o sistema Linux está bem longe de ser pequena.

O grande número de pessoas que pediram uma versão Linux para Neverwinter 2 ou mesmo para o atual sucesso Dragon Age, já é uma prova de que existe sim um mercado para isso, porque ele não é explorado? Cada um com sua teoria conspiratória.

Outra grande vantagem do Linux sobre o windows: é praticamente impossível criar um vírus para o sistema, os motivos são tantos que seria necessário uma nova postagem, mas salvos um ou outro caso que nem chegou a ser considerado prejudicial ou perigoso, não existe vírus para linux.

Conclusão: Por mais estranho que pareça nesse mundo individualista e capitalista que vivemos, existe sim, um sistema operacional eficiente, poderoso, com uma gama gigantesca de softwares livres e “Gratuito”.

ubuntu

Tudo que você precisar e com 4 areas de trabalho.

RPG Tormenta

Embora seja um assunto que eu adore, tenho falado pouco no blog. Como ando com pouco tempo e sem grupo para jogar ou mestrar, acabo não tendo muito assunto, porém, recentemente eu adquiri o Livro Tormenta RPG, um modulo básico para o mais conhecido cenário nacional de RPG.

O livro é baseado no sistema D&D (Dungeon & Dragons) Terceira edição, esses sistema por sua vez criou algo chamado de licença aberta, que permite a qualquer pessoa utilizar suas regras básicas para criar cenários ou produtos para RPG, mas não permite divulgar sua regras junto com o produto, ou seja, para jogar você teria que comprar os livros básicos do sistema.

O sistema norte americano foi traduzido pela editora Devir e possui três livros básicos, embora goste desse sistema eu raramente o indicava como inicio para alguém por um motivo simples, eram caros. Cada livro custava quase 80 reais e o motivo de usar o verbo no passado é que infelizmente, após a venda da editora Wizard (editora de Dungeon & Dragons) os livros do sistema deixaram de ser impressos para serem substituídos por uma 4º edição, que aparentemente prioriza miniaturas.

Mas agora com o lançamento de Tormenta RPG, temos um sistema de regras um pouco diferente do original, mantendo a mesma dinâmica e melhorando certas falhas ou complexidades do antigo sistema, mas ainda sendo D&D, ou D20, como é conhecido devido ao uso dos dados de 20 faces.

O livro é em capa dura o que aumenta sua durabilidade, suas primeiras paginas são coloridas e as ilustrações são muito bem feitas com uma diagramação que torna cada pagina agradável aos olhos. Os texto e descrições são curtos e diretos evitando repetições de regras (mas as paginas onde encontra-las costumam ser citadas facilitando a consulta) e com uma clareza total em praticamente todo o conteúdo, os contos introdutórios de cada capitulo parecem dar o clima exato para despertar o interesse nas regras que viram e tudo custando em torno de 70 reais.

Embora pareça caro, lembrem-se que apenas um livro é o bastante para se começar a jogar, comparado aos 2 livros de quase 80 reais do sistema original (Livro do jogado e do Mestre) isso sem contar a parte que eu acho mais importante, ele é feito por brasileiros para brasileiros.

Acho isso importante devido a meu nacionalismo, confesso, mas também devido as pequenas diferenças de culturas e modos de jogar entre os jogadores estado-unidenses e os brasileiros, enquanto os primeiros adoram regras complexas e as estratégias em cima delas, em geral, brasileiros priorizam a história e a interpretação de seus personagens, o que aparentemente foi levado em conta nas modificações do sistema.

Como tudo que é novo, não agradou a todos os jogadores, mas agradou a maioria e provavelmente agradará a todos os iniciantes que aprenderem a jogar por ele.

Fiz um teste com o sistema justamente com novatos curiosos: meu irmão, minha cunhada e minha mãe (sim, minha mãe, sei que estranho mas acontece). O resultado foi muito bom, apesar de ser uma aventura improvisada e genérica, os três adoraram, o que gerou uma segunda seção e talvez role uma terceira.

Nesse teste percebi algumas coisas, a criação das fichas ficou duas vezes mais rápida e o grande problema da taxa de mortalidade no primeiro nível foi grandiosamente reduzida, por mais inexperientes que os três fossem e acabassem em situações desfavoráveis, no fim tudo acabava bem após algum sufoco, mas sem a decepção de cair no primeiro turno com um acerto critico de um goblin. Fora isso, a organização do livro facilita encontrar as regras e os ajustes maiores para cada raça tornam as coisas mais heroicas, por assim dizer. A raça principal que serve de característica do cenário é o Lefeu (raça hibrida de criaturas da tormenta, tempestade estranha característica do cenário), mas eu acredito que os Qareens (meio gênios) roubaram a cena como a raça mais carismática do cenário, e não estou falando de regras e bônus.

Como podem ver, parece que a terceira edição não será extinta em nosso país, se você é um jogador veterano, vai adorar as regras enxutas e dinâmicas do livro e caso seja um novato, terá grande facilidade em aprender com a clareza como as coisas são explicadas.

Boa diversão.

Para quem não conhece RPG:

RPG: Sigla do inglês Role Rlay Game, Algo como jogo de interpretações de papéis, semelhante a um teatro de improviso mas com regras baseadas em estatísticas numéricas.

Mestrar: Ato de narrar, conduzir e aplicar regras ao jogo, baseando-se em um sistema de regras e o bom censo.

Goblin: Criatura mítica que aparece com grande frequência em cenários de fantasia medieval seja em RPG ou literatura.

Escola Brasil

É! Já faz um bom tempo que não escrevo nada por aqui. Caso alguém costume passar aqui com certa regularidade, peço desculpas por isso, a adaptação a nova escola, falta de tempo livre e motivação acabaram vencendo. Outro motivo é que andava tão indignado com a maneira que o governo de São Paulo trata a escola que não consegui falar de outra coisa e isso estava ficando repetitivo.

Por falar em escola, ontem enquanto eu acabava de digitar e imprimir minhas provas, encontrei um texto que fiz para um convite do aniversário da primeira escola em que lecionei como efetivo. Por mais desvalorizado que seja minha profissão, eu ainda à adoro e por isso luto para que ela melhore, mas problemas a parte, sempre existem bons momentos. E em um desses bons momentos eu tive a honra de escrever o convite de aniversário dos 71 anos da Escola Estadual Brasil na cidade de Limeira. Segue o texto abaixo:

De 1935 a 2006

Desde eras esquecidas, onde o homem mal utilizava o fogo, sempre existiu entre os povos alguém que se propunha a ensinar seus semelhantes, pois disso dependia sua sobrevivência. Com o tempo os seres humanos tornaram-se mais complexos, independentes e criativos, tornado necessária à concentração desses professores em um único local, onde pudessem atender melhor a seus discípulos e no momento em que o primeiro filosofo escolheu uma pedra para se sentar e disse “Aqui ensinarei tudo o que sei” , nasce a primeira escola. Ao caminhar das eras, a pedra deu lugar a uma sala e hoje erguemos construções dedicadas exclusivamente ao ato de lecionar. Se uma igreja erguida por fiéis pode ser considerada um templo de fé, não menos sagrada, uma escola pode ser chamada de templo do saber e a cada ano de sua existência, cada pessoa que pisa em seu ventre adquire nela o conhecimento para escrever sua própria história e a união das histórias de todos os seus alunos, gera a história de sua nação. Dessa forma, se existe um lugar no mundo capaz de escrever o futuro, esse lugar se chama escola, e quanto mais antiga maior foi sua contribuição para com a humanidade.

(Humberto Meale)

E é por isso, que nós da E E Brasil, Estamos por meio deste, a convidá-los no dia 8 de maio de 2006 para comemorar juntos, os 71 anos de existência de nossa de nossa Escola.

Contamos com sua presença.

E E Brasil

Foto original em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=397539

Sem duvida esse foi um de meus melhores textos, sei que não é lá um poema ou um livro, mas é algo em que eu expresso toda a minha visão sobre o que é lecionar, sem demagogia, juro.

Caso alguém tenha gostado do texto e queira usar, sem problemas, peço apenas que coloquem meu nome no fim, afinal, não é sempre que um físico consegue se orgulhar de algo bem escrito (tá essa piada foi péssima).

É o que parece quando se compara os números apresentados no dia da passeata na Paulista, o governo afirma que apenas 1% dos professores aderiu a greve, isso significa que apenas 2150 professores do total de quase 215000 que trabalham no estado estão parados.

Mas como foi visto na sexta feira passada, cerca de 40000 professores estavam presentes, o que daria cerca de 18,6%, muito diferente de 1%.

Ah! É claro! Não foi esse número apresentado pelos jornais, a maioria disse que apenas 8000 estavam presentes e apenas um jornal regional de tv afirmou por um instante de descuido que haviam 30000. Mas mesmo usando os 8000 apresentados da quase 4% (3,72%) o que ainda é maior que 1%, já que queria insistir na mentira, poderiam ao menos ter calculado um valor coerente para divulgar, ou eles acham que a população e idiota e não entende porcentagem, ou eles é que não fazem ideia de como se calcula isso.

E ainda faço um desafio, a foto abaixo foi retirada do site conversa afiada que por sua vez a encontrou no site do G1, quero ver quem consegue tirar outra foto como essa com apenas 8000 pessoas em volta, nem precisa encher o vão do Masp, só em volta como os que aparecem aqui.

Uma outra coisa importante a se lembrar, nem todos que param vão a Paulista, por vários motivos pessoais, estatisticamente, cada professor presente na assembleia representa de 3 a 5 colegas que não puderam comparecer, se isso for levado em conta a porcentagem sobe as alturas.

Há também o fato que o estado conta apenas escolas totalmente paradas (que são mais que 1% ainda assim) e, se a escolas não esta recebendo nenhum aluno por falta de professores mas tem apenas um professor que por medo ou qualquer outro motivo vai lá só cumprir o horário e assinar o ponto, já conta como escola aberta nas estatísticas do estado.

40000 na Paulista

Sejam bem vindos a ditadura da imprensa Paulista.

Ossos do Ofício

Ossos do ofício

Como era de se esperar, a grande imprensa já esta malhando o sindicato, na Folha, Gilberto Dimenstein já deu sua deixa com varias abobrinhas que mostram o quanto ele não conhece nada sobre o assunto (ao menos nada que seja contra os interesses dele, ou, de quem o patrocina caso haja alguém), mas levando em conta como ele perseguiu os professores em 2008, não há nenhuma surpresa.

Parece que pequenos jornais e revista mais humildes tem demonstrado um compromisso maior com os fatos, mas como dito, são pequenos e poucos leem.

Bem! Ainda estamos no segundo dia, veremos o que vai acontecer até sexta feira.

Tenham uma boa semana, pois a de nós professores aparenta ser nada fácil.

Até mais.

Mais uma greve, ou melhor, ainda é a mesma de 2008. Os projetos de lei que tanto deram trabalho para serem derrubados voltaram em 2009 piores e com outro nome, as varias promessas feitas pela secretária da época, a infame Maria Helena de castro, não foram cumpridas e para piorar ainda mais, voltamos ao período da meritocracia graças ao atual secretário Paulo Renato.

Para quem não sabe, o governo divulga uma prova que supostamente permite que “até” 20% dos aprovados recebam um aumento de “até” 20%, parece legal não? Mas não é, isso fere a isonomia salarial que é garantida pela constituição e não prevê qualquer tipo de reajuste por perda de inflação ou mesmo plano de carreira. Fora que o aumento prometido de 20% demora 25 anos para ocorrer, isso se de 4 em 4 anos você ser aprovado nessa provinha com notas 6, 7, 8 e 9, sendo que entre cada prova você só pode prestar outra 4 anos depois com um aumento de 5% em cada uma delas. Mas ser aprovado não garante o tal aumento, pois o texto é claro, somente 20% dos aprovados ou menos (por isso diz até) terão direito a essa migalhas, de acordo com o orçamento aprovado para aquele ano, ou seja, você pode tirar nota 7 em um ano que 0% será beneficiado.

Claro que esses detalhes não são divulgados na TV ou outro meio de comunicação de maior abrangência, por isso quem está de fora do quadro magistério de SP acha que é uma grande medida.

Mas eu gostaria de saber também, o que é essa fixação pelo numero 20, numerologia tal vez?

Bem! Vamos ver o que vai acontecer esse ano, espero que por ser ano eleitoral isso tudo se resolva rápido, pois as cartilhas do estado já tornaram o ritmo lento e o conteúdo fraco, se o governo forçar essa paralisação a durar muito, vai ficar difícil repor o tempo perdido, mas (como sempre) daremos um jeito de reduzir o prejuízo aos alunos ao mínimo. Embora eu confesse que ao conversar com eles fiquei assustado, dos quase 200 alunos com quem falei ontem, apenas uma aluna se preocupou quando eu disse que não iriam mentir e que sim, essa paralisação traria certo prejuízo para os estudos deles esse ano, os demais adoraram a ideia de ficar se aula e ainda pediram que durasse o ano todo. Assustador não?

Pode ser que para quem não entende o lado do professor, dizer que estamos lutando pelos alunos também pareça hipocrisia, mas é a pura verdade, condições melhores para professores significa profissionais motivados e consequentemente aulas melhores e aprendizado melhor, o que beneficia diretamente quem estuda. Claro, que a grande imprensa e os colonistas intelectualóides de plantão darão um jeito de distorcer isso, mas isso não vai nos impedir de tentar melhorar as coisas, afinal, a internet é livre e podemos nos defender até certo ponto, fora outros recursos como panfletos e reuniões nas escolas, alem de alguns um pouco mais incômodos porem importantes, como carros de som e passeatas. Alias, vai ocorrer uma passeata nessa sexta feira na Paulista, sim, na Paulista de novo, onde quando é fechada por quase duas horas por que algum time ganhou, ninguém reclama, mas no nosso caso será considerado um problema de trânsito com direito a multa para o sindicato que será executada em tempo record.

Pelo visto será uma longa semana.

Até mais e que tudo se resolva logo.

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