Gibangatoon:
Palavra criada para expressar um trabalho feito no formato conhecido em São Paulo como gibi, porem, com um traço que se assemelha a um cartoon com muitas características de mangá. O que nos dá Gib + (m)anga + (Car)toon + Gibangatoon. Realmente, não foi lá uma grande ideia, mas o fanzine precisava de um nome.
O Deus TV: (Download aqui)
Assustado com a imensa aversão de meus alunos pela leitura e uma adoração a televisão que ultrapassa a religiosidade. A ideia de o Deus tv é tentar mostrar o quanto as pessoas se deixam dominar por algo considerado mágico e perfeito por muitos, mas que é tão humano e cheio de interesses como qualquer outra empresa. Claro, existe exceções, nem todos os jornalistas são desonestos e manipuladores, mas infelizmente creio que nos grandes meios de comunicação seja apenas uma minoria deles que realmente tenta ser imparcial e democrático ou pelo menos pense na maioria da população.
E tal manipulação não se da apenas no meio jornalístico, é praticamente em tudo, desde programas de auditório a novelas e documentários. Também fica difícil dizer que a culpa é só da mídia, não podemos esquecer que ela nos mostra o que em geral queremos ver, o que para os alienados significa programas idiotas que não exigem pensamento algum e permitam rizadas e vulgaridades abundantes, para os pseudo-intelectuais com diploma, muitas vezes querem apenas uma opinião pronta para arrotarem em uma mesa de jantar, citar a fonte e se sentirem o elitistas mais cultos do momento. Logo, podemos concluir que ignorância e omissão existem desde a esfera mais pobre até o mais intelectualóide das classes altas, excluindo-se, claro, as esferas de classes que dominam e manipulam os meios de comunicação, que são a minoria que acaba mandando.
Bom! Devo admitir que ao escrever isso, também estou tentando passar uma opinião pronta, mas isso é um blog e obviamente ele reflete a opinião do autor, por isso, peço que pensem a respeito. Mesmo que tenham gostado do que eu disse, não significa que seja a verdade absoluta, pesquisem, reflitam, tentem ver os prós e os contra e só depois formem sua opinião. Afinal, pode ser que tudo isso seja paranóia minha (provavelmente não, eu espero).
E sinta-se a vontade para criticar ou elogiar, basta usar os comentários.
O Trabalho:
Para fazer essa história, segui os passos básicos de qualquer hq, primeiro o roteiro, depois algumas correções e modificações, passando para o desenho a lápis e em seguida a arte final.
O roteiro provavelmente foi a melhor parte do trabalho, mostrei para vários amigos de gosto e opiniões diferentes e obtendo uma boa aceitação, comecei a desenhar.
No desenho, meu amadorismo ficou evidente, tentei fazer algo puxado para o cartoon, ao estilo de Angeli ou Laerte, mas acabei também colocando muito do mangá que de certa forma é meu estilo favorito. O desenho ficou até que bonitinho segundo a opinião de amigos, mas confesso que poderia ser melhor, está cheio de erros de proporção e o traço saiu um tanto inseguro e pouco claro.
Na arte final, creio que realente pequei, digitalizei uma cópia a lápis para testar o scanner e adorei a textura do lápis escurecido no gimp, parecia que o desenho havia sido feito em giz de sera ou coisa assim, em partes pintadas dava um aspecto bem diferente e bonito na minha opinião. Conclusão, resolvi marcar melhor o lápis e arte-finalizar tudo no computador sem nanquim. Deu mais trabalho limpara a imagem na mesa digitalizadora que ter passado nanquim em tudo, mas no final a primeira vista achei que o resultado havia sido bom, as páginas com fundos pretos realmente me agradaram na textura da pintura, porem, uma segunda olhada revelou que nem todas as páginas tiveram um efeito tão bom, e na terceira vez que olhei (já com o trabalho praticamente pronto e com os textos) tive a impressão de estar vendo um trabalho de preguiçoso. O pior é que ainda gostei dos fundo com a textura de lápis, e em alguns desenhos, o traço com essa textura ficou legal, mas creio que nem 20% teve esse efeito, o restante realmente parece que alguém teve preguiça de passar o nanquim e deixou só no lápis. Trabalhar sozinho e ruim por conta disso, sem ninguém para criticar, nós sempre achamos nossas ideias as melhores.
Sei que fanzine é uma coisa livre e que pode (alguns diriam deve) fugir dos padrões e tentar inovar, mas mesmo assim, quando eu arranjar uma mesa de luz (ou fabricar uma), vou passar o nanquim em tudo e refazer o trabalho, afinal inovar é uma coisa, trabalho preguiçosos é outra (pior é que eu tinha achado a idéia tão legal).
Mas, é errando que se aprende, agora o trabalho esta na internet, creio que em breve vários outros erros serão apontados assim como os acertos, já consegui espalhar 40 fanzines impressos (xerocados na verdade) e espero que isso tenha um bom retorno em criticas e sugestões.
Detalhe interessante, o software utilizado na edição foi o gimp rodando no sistema operacional Linux ubuntu, devo dizer também, que sou um dos defensores do software livre. A revisão do texto foi feita por vários amigos mas principalmente por duas amigas professoras na escola onde trabalho, Denise e a dona Inês, ambas da Escola Brasil em Limeira (hm! preciso colocar o nome delas como colaboradoras em uma próxima reedição, que falha a minha)
Bom, chega de egocentrismo ao falar do próprio trabalho, para quem não viu ainda e esta curioso basta baixar o pdf aqui .(ou aqui no rapdshare) Espero que gostem, até mais.
